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Quando a Forbes revelou que o Edmonton Oilers havia alcançado cerca de US$ 244 milhões de lucro operacional (EBITDA) no ciclo 2025/26, superando marcas como Manchester United (~US$ 185M), New York Yankees (~US$ 143M) e LA Lakers (~US$ 115M), o dado parecia contraintuitivo.
Edmonton é um dos menores mercados da NHL, com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, e o hóquei é um esporte de alcance global limitado.

Ainda assim, tornou-se o 3º time esportivo mais lucrativo do mundo, atrás apenas de Dallas Cowboys (~US$ 629M) e Golden State Warriors (~US$ 409M).
A explicação não está no desempenho esportivo isolado.
Está na reengenharia completa do modelo de negócio, ancorada em real estate.
A virada estrutural: controlar o local onde o dinheiro é gasto
Até os anos 2000, o Oilers jogava no Rexall Place, uma arena antiga, fora do centro, onde:
Estacionamento não era controlado pelo time
Alimentação e bebidas eram terceirizadas
Eventos não esportivos tinham baixa captura de receita
Na prática, o torcedor comprava o ingresso, mas gastava grande parte do dinheiro fora do ecossistema da franquia.
Em 2008, com a compra do time por Daryl Katz, a tese muda:
Se o custo do esporte é limitado, o diferencial competitivo está em capturar tudo o que acontece antes, durante e depois do jogo.
Isso levou à criação do ICE District.
ICE District: a arena vira a âncora

O ICE District é um desenvolvimento imobiliário de uso misto de aproximadamente 25 acres, com investimento total estimado em CAD 2,5 bilhões.
No centro está o Rogers Place, inaugurado em 2016, com custo de cerca de CAD 483 milhões.
Ao redor:
Stantec Tower
66 andares
Edifício mais alto do Canadá fora de Toronto
Sede global da Stantec + ~480 unidades residenciais
Avaliação estimada: CAD 600–700 milhões
JW Marriott ICE District
346 quartos
Diária média estimada: CAD 350–450
Receita anual potencial: CAD 45–55 milhões
EBITDA estimado: CAD 12–15 milhões
Cassino (Grand Villa)
~60 mil sq ft
Receita anual do operador estimada: CAD 70–90 milhões
O Oilers captura via aluguel e fluxo indireto
O ponto central não é apenas diversificação de ativos.
É integração econômica.

O número que importa: retenção de gasto
O ICE District foi desenhado para eliminar fricção de saída, especialmente em uma cidade onde o inverno chega a -30 °C.
A engenharia financeira por trás do ICE District e a comparação com gigantes globais continuam na área exclusiva para assinantes Radar Pro.
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O conceito de "Moss Pit": como a praça externa transformou torcedores sem ingresso em consumidores ativos, monetizando a audiência que nem sequer entrou na arena;
O mecanismo CRL: como o Tax Increment Financing permitiu que o desenvolvimento imobiliário pagasse a dívida da construção, preservando o capital do time;
Real Estate vs. Marca Global: a tabela comparativa que prova, em números, por que controlar o entorno urbano gera mais lucro operacional (EBITDA) do que a fama mundial do Manchester United ou dos Yankees.
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