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2025 foi o ano dos consórcios
O mercado de consórcios entrou em 2025 em outro patamar. Não por narrativa, mas por números.
Segundo dados consolidados da ABAC, o sistema fechou o ano com mais de 12,7 milhões de consorciados ativos, movimentando R$ 112,5 bilhões em créditos concedidos apenas entre janeiro e novembro. O volume total de ativos sob administração ultrapassou R$ 719 bilhões, equivalente a cerca de 6% do PIB brasileiro.
No segmento imobiliário, o avanço foi ainda mais expressivo: crescimento superior a 35% na venda de cotas, com o consórcio já respondendo por aproximadamente um quarto de todo o funding habitacional do país quando combinado ao SBPE.

2025 não foi apenas um ano bom. Foi o ano em que o consórcio deixou de ser marginal e passou a ser estrutural.
Por que isso aconteceu agora
A ascensão do consórcio não pode ser explicada por um único fator. Ela resulta da sobreposição de três vetores claros.
O primeiro é macroeconômico. Com a Selic orbitando a casa dos 15% ao ano, o custo efetivo total do crédito bancário tornou-se proibitivo, especialmente em operações de médio e longo prazo.
Em financiamentos imobiliários tradicionais, o custo final frequentemente ultrapassa 2,5x o valor do bem ao longo do contrato.
O segundo vetor é comportamental. A troca entre acesso imediato e custo total passou a ser feita de forma mais racional. O consórcio cresce justamente porque precifica tempo – e não juros compostos.
O terceiro é estrutural. Digitalização, maior supervisão regulatória e entrada de novos operadores reduziram fricções históricas do modelo, tornando-o mais previsível, transparente e eficiente.
O erro de enxergar consórcio apenas como produto de varejo
Apesar dos dados, ainda é comum tratar consórcio como um produto voltado quase exclusivamente à pessoa física.
Essa leitura ignora o principal movimento dos últimos anos: o consórcio passou a ser usado como instrumento de organização e alocação de capital, não apenas como meio de aquisição.
Quando analisado sob essa ótica, ele deixa de competir com produtos de consumo financeiro e passa a dialogar com estruturas de funding.
O consórcio como ferramenta de funding
A partir dessa lógica, o consórcio passou a ser utilizado como fonte de funding em operações imobiliárias estruturadas.
Alguns usos que ganharam escala:
Aquisição de terrenos com custo de capital travado.
Financiamento de obras fora do sistema bancário tradicional.
Planejamento de capital de médio prazo sem exposição à volatilidade da Selic.
Nessas estruturas, o consórcio não entra como solução única, mas como camada específica dentro do capital stack.
Onde o consórcio se encaixa no capital stack
A pergunta relevante não é se consórcio é melhor ou pior que financiamento ou equity.
A pergunta correta é onde ele faz sentido.
Em geral, o consórcio funciona melhor quando…
A análise detalhada sobre como encaixar o consórcio no Capital Stack continua na área exclusiva para assinantes Radar Pro.
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O Comparativo de ROE: um exercício prático com um terreno de R$ 12M, mostrando como o uso estratégico do consórcio pode triplicar o retorno sobre o patrimônio em comparação a outras fontes de funding;
Estratégias de Aquisição: a diferença técnica entre usar consórcio para planejamento de land bank (médio prazo) versus operações estruturadas com lances (curto prazo);
Mitigação de Diluição: como utilizar essa ferramenta para reduzir a necessidade de equity no momento mais crítico e caro do projeto.
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