A ascensão do funding verde na construção

Na nova lógica do capital, construir sustentável não será mais uma vantagem competitiva — será pré-requisito para acessar dinheiro.

Esta é uma edição exclusiva para assinantes pro. Para ver o conteúdo completo, assine ou faça nosso teste grátis de 7 dias clicando aqui.

ABERTURA

O setor imobiliário está entrando numa nova era. Não basta mais vender rápido ou construir barato. A capacidade de captar recursos passará a depender de um fator inegociável: o impacto climático.

O “funding verde” — antes restrito a fundos especializados ou práticas ESG — moldará decisões de crédito, valor de ativos, riscos de depreciação e viabilidade de projetos. 

Nos EUA e na Europa, essa é uma realidade em andamento. No Brasil, os primeiros sinais já estão no ar. E como aprendemos em outros ciclos: quando o capital muda de lógica, quem não se adapta, desaparece.

Na edição de hoje:

  • 🌍 Construção na mira de políticas climáticas e investidores

  • 🚀 Startups de descarbonização atraem bilhões e ganham protagonismo

  • 💸 Títulos verdes mostram vantagem financeira, reforçada por selo europe

  • 🇧🇷 Brasil: incentivos e programas aceleram a transição sustentável

  • 🏦 Crédito barato para sustentáveis e restrição aos “marrons”

  • Certificações: EDGE, LEED, AQUA e outros viram passaporte

  • 📊 Funding verde aumenta margens e reduz dependência de equity

#1

O peso das emissões e a pressão regulatória

O setor da construção responde por 40% das emissões globais de CO₂ — metade nos materiais, como cimento e aço, e metade na operação dos ativos, como climatização e iluminação. E isso o coloca na mira de políticas públicas.

A regulação já chegou nos mercados mais maduros. Nova York, Los Angeles e Amsterdã penalizam prédios ineficientes. A União Europeia proibiu, a partir de 2030, a venda de imóveis comerciais com certificação F ou G de eficiência energética. 

Essas medidas afetam diretamente a precificação dos ativos, que passam a carregar o chamado brown discount: o deságio de imóveis não sustentáveis.

No Brasil, mesmo sem legislação tão rígida, o mercado está se autorregulando.

Grandes locatários institucionais já impõem critérios de sustentabilidade.

Fundos e investidores pedem disclosure da pegada de carbono e estratégias claras de mitigação.

Quem não tem essas respostas prontas, perde negócios.

A edição completa está disponível para assinantes Pro - faça um teste!

Com o trial de 7 dias, você tem tempo para conferir nossos conteúdos exclusivos sem limitações e avaliar se a assinatura faz sentido pra você.

NO RADAR

Leia as últimas edições:

Reply

or to participate.