Logo
Search
Home
Arquivo
Radar Pro 🔓
Entrar
Criar Conta
arrow-circle-right

O ROI do Design Biofílico no Imobiliário

Como a biofilia potencializa o investimento imobiliário

Bruno Loreto
Bruno Loreto

Nov 11, 2025

Esta é a Investor Track, nossa nova análise semanal focada em estratégias e teses de investimento para o mercado imobiliário da próxima década. Para se inscrever e receber toda semana, basta clicar aqui.

ABERTURA

O tema design biofílico voltou ao noticiário.

O Financial Times destacou como o “boom do bem-estar” está moldando o mercado imobiliário global, enquanto a Bloomberg apontou que edifícios projetados para promover a conexão com a natureza têm superado seus pares em valorização e ocupação.

O movimento indica uma mudança de paradigma: o mercado começa a precificar o bem-estar humano como um ativo de valor – e não mais como um diferencial estético.

Por trás disso está o conceito de design biofílico.

No conteúdo de hoje:

  • 🍃 O design biofílico: tese de investimento, não apenas decoração.

  • 💰 As três dimensões financeiras do ROI do design biofílico.

  • 📈 A prova do conceito: a evidência sólida do mercado corporativo.

  • 🏡 Como a tese se aplica (e se comprova) no mercado residencial?

  • 📊 A matemática não mente: o cálculo que eleva a TIR do projeto.

  • 👁️ A conclusão: o desafio do investidor que enxerga além.

#1

O que é o design biofílico no imobiliário

Biofilia, termo popularizado pelo biólogo Edward O. Wilson, significa literalmente “amor à vida”.

No contexto imobiliário, o design biofílico é a aplicação prática dessa ideia: projetar ambientes que restabeleçam a conexão entre as pessoas e a natureza, mesmo em meio ao concreto.

No imobiliário, isso se traduz em:

❝

Luz natural abundante e ventilação cruzada, reduzindo o uso de iluminação e climatização artificial.

❝

Integração visual e física com áreas verdes, como jardins internos, varandas vegetadas e vistas abertas.

❝

Uso de materiais e formas naturais, madeira, pedra e texturas orgânicas que reduzem o estresse e aumentam o conforto sensorial.

Mais do que estética, é uma estratégia de design que influencia o comportamento humano, a eficiência energética e o valor percebido do imóvel.

A pergunta certa: o que isso muda para o investidor imobiliário?

Para o investidor, a questão não é se o design biofílico é bonito – é se ele gera retorno.

Nos últimos anos, o setor imobiliário passou a olhar para a biofilia como tese de investimento, e não como decoração. A lógica é simples:

  • Se o espaço melhora o desempenho e o bem-estar do ocupante, ele se torna mais desejado.

  • Se é mais desejado, atrai e retém inquilinos, aumenta a disposição a pagar e reduz risco de vacância.

  • Se, ao mesmo tempo, melhora a eficiência operacional, aumenta o NOI e o valor do ativo.

O design biofílico é, portanto, uma ponte entre produtividade humana e rentabilidade imobiliária.

Gostando da leitura? Clique aqui para encaminhar

#2

O ROI do Design Biofílico

O retorno financeiro se manifesta em três dimensões complementares:

1. Receita – disposição a pagar

Inquilinos corporativos estão dispostos a pagar 5% a 12% mais por escritórios que priorizam bem-estar e natureza.

Esses espaços também apresentam velocidade de locação 10% a 20% superior, reduzindo vacância e estabilizando o fluxo de caixa.

2. Eficiência operacional – redução de custos

O uso de luz natural pode reduzir o consumo elétrico em até 60%, e coberturas ou paredes verdes diminuem os custos de climatização entre 20% e 50%.

A redução global de OpEx fica entre 15% e 30%, aumentando diretamente o NOI.

3. Valorização patrimonial – aumento de valor de mercado

Ativos sustentáveis e biofílicos apresentam valorização média de 8% a 12%, refletindo a preferência de investidores e ocupantes por espaços que entregam saúde, eficiência e diferenciação.

O custo adicional (CAPEX) para incorporar elementos biofílicos em projetos novos é, em média, inferior a 2,1%.

E estudos internacionais indicam payback de quatro meses em projetos corporativos que melhoram produtividade e retenção de talentos.

Gostando da leitura? Clique aqui para encaminhar

#3

A evidência corporativa é sólida

Os escritórios e sedes corporativas são o laboratório mais avançado dessa tese.

Pesquisas como o Human Spaces Report mostram que ambientes com elementos naturais elevam o bem-estar em 15%, a produtividade em 6% e a criatividade em 15%.

Empresas que operam em espaços biofílicos relatam redução de absenteísmo de até 32%, menor turnover e maior engajamento.

Isso significa, para o locatário, economia de custos de pessoal e ganhos de desempenho; e, para o proprietário, maior estabilidade contratual e prêmio de aluguel justificado.

Nos mercados maduros, esse ciclo virtuoso já se reflete em valorização de 15% a 20% mais rápida para ativos de bem-estar.

Gostando da leitura? Clique aqui para encaminhar

#4

E no residencial?

No mercado residencial, o design biofílico reforça o valor percebido e diferencia o produto.

Embora ainda faltem dados financeiros consolidados, há sinais claros de que o contato com a natureza aumenta a atratividade e contribui para a valorização.

Pesquisas do FipeZAP+ mostram que a proximidade de áreas verdes é um dos principais fatores de decisão na compra de imóveis, atrás apenas de localização e segurança.

Dados do Loft Dados e de estudos regionais indicam que imóveis próximos a parques têm preços de venda mais altos, ainda que o impacto na velocidade de absorção varie conforme o mercado.

Se o verde externo já agrega valor, a biofilia no design interno tende a potencializar essa percepção.

Mesmo sem séries que comprovem maior velocidade de venda ou menor desconto, os indícios apontam que integrar natureza e arquitetura eleva a percepção de qualidade e preserva valor de revenda.

Para o investidor, o design biofílico é um diferencial competitivo que protege contra obsolescência e fortalece o potencial de valorização e renda.

O paralelo entre o corporativo e o residencial de renda

A mesma lógica que valorizou os escritórios biofílicos pode se repetir nos ativos residenciais de locação.

Nos dois casos, a natureza é usada como vetor de retenção: o ocupante se sente melhor, fica mais tempo e valoriza o espaço.

Com o avanço dos modelos de renda recorrente no Brasil, o design biofílico tende a ganhar peso como alavanca de rentabilidade. 

Se no corporativo ele reduziu vacância e aumentou prêmios de aluguel, no residencial pode fazer o mesmo – com o bônus de gerar maior apelo emocional e fidelização.

Gostando da leitura? Clique aqui para encaminhar

#5

A matemática não mente

Imagine que investiu R$ 100M na construção de um edifício multifamily, com a expectativa de obter 90% de taxa de ocupação, 5% de reajuste anual dos aluguéis e um caprate na saída em 9%. 

Agora considere que acreditou no design biofílico, melhorou o projeto, investiu R$ 105M na construção, mas em contra partida a taxa de ocupação foi para 95%, e o reajuste anual para 6% com o mesmo caprate na saída. 

O resultado? A TIR de um multifamily biofílico seria 12,5% maior em um período de 15 anos.

Às vezes é uma pequena diferença que transforma o projeto inviável em um projeto rentável. 

Como temos falado por aqui, pensar um ativo para renda demanda entender o que gera valor ao longo do ciclo de vida dele e não apenas no lançamento.

Gostando da leitura? Clique aqui para encaminhar

#6

Conclusão: o investidor que enxerga além

O design biofílico deixou de ser luxo para se tornar estratégia de geração de valor.

Ele entrega diferenciação competitiva, reduz risco e melhora a performance financeira do ativo – hoje, de forma comprovada no corporativo e, em breve, também no residencial.

Para o investidor, o desafio é olhar além do projeto e enxergar a experiência humana como parte do valuation.

Gostando da leitura? Clique aqui para encaminhar

Para começar a receber o conteúdo semanal, basta estar inscrito no Radar Terracotta e clicar aqui.

❝

Ao se cadastrar, você receberá em seu e-mail o material que apresentei a um grupo de investidores, com um mapa das estratégias para navegar neste novo cenário.

NO RADAR

Leia as últimas edições:

  • A liquidez invisível

  • Fab Homes e o Real Estate no Vale do Silício

  • Ouro dispara. Real estate estabiliza

FEEDBACK

Como você avalia o Radar Terracotta?

Indique a faixa que melhor identifica sua percepção de valor
  • 9 - 10|
  • 7 - 8|
  • 5 - 6|
  • 1 - 4

Login or Subscribe to participate

Se gostou do conteúdo, encaminhe para um conhecido seu

Deixe um comentário

or to participate

Continue lendo

No posts found

Sua dose semanal do que realmente importa no mercado imobiliário.

Home


Podcast


Assinar


Categorias


© 2026 Terracotta Ventures.

Report abuse

Privacy policy

Terms of use

Powered by beehiiv