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O poder do vertical SaaS e o pix de R$ 640 milhões da Starian/Softplan

O que a rodada de R$ 640 milhões revela sobre o potencial da tese de vertical SaaS no Brasil.

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ABERTURA

Os primeiros dez anos da minha carreira foram dentro da Softplan.

Foi lá que aprendi o que significa construir um negócio de tecnologia e como funcionam suas engrenagens. 

Em um Brasil ainda engatinhando no mundo digital, a Softplan já entregava soluções robustas para segmentos complexos como Justiça, Construção Civil e Gestão Pública desde a década de 90.

Na última semana, a empresa anunciou uma captação de R$ 640 milhões com a General Atlantic, um dos maiores fundos de growth do mundo.

O aporte foi feito na Starian, vertical de Multi Saas, resultado da separação da área pública e privada da empresa.

Num mercado dominado por modinhas e teses virais, é simbólico ver uma empresa sólida, com mais de 30 anos de estrada, atrair esse nível de capital. 

Mas o ponto central não está (apenas) no pix. Está na tese e o que podemos aprender com isso.

Na edição de hoje:

  • 🎯 O poder do Vertical SaaS, software focado em resolver dores de um nicho.

  • 👍 As vantagens do modelo: baixo churn, margens altas e crescimento previsível.

  • 📖 O playbook para vencer: tornar-se o sistema central do setor, agregando fintech e dados.

  • 🌍 O benchmark internacional do The Access Group, um case de sucesso na Europa.

  • 💡 As lições do case: conhecer o setor, construir antes de buscar capital e não ter pressa.

  • 🧠 A competência de dominar o modelo de negócio para replicá-lo em novos nichos.

#1

A tese: o poder do vertical SaaS

O que encantou a General Atlantic — e tantos outros investidores ao redor do mundo — foi o modelo de negócio. 

A Softplan soube explorar como poucas empresas o potencial do chamado vertical SaaS: softwares especializados para resolver problemas de segmentos específicos da economia.

Muito antes de sequer existir um nome para isso.

Enquanto os horizontal SaaS tentam atender a todos com uma solução agnóstica a mercado (estratégia da Totvs);

Os vertical SaaS se aprofundam em um nicho, construindo sistemas que conhecem a fundo os fluxos, dores e oportunidades daquele setor.

É o oposto da solução de prateleira: é software com profundidade.

#2

Por que os investidores amam vertical SaaS

Para um fundo de growth, como a General Atlantic, o vertical SaaS é quase música.

O modelo tende a apresentar:

  • Baixíssimo churn: uma vez que o cliente integra sua operação ao software, a troca é difícil e custosa.

  • Margens robustas: com alta especialização, o produto consegue cobrar mais.

  • Crescimento previsível: com o domínio de um setor, é possível expandir receita não só com novos clientes, mas com o upsell de novos módulos, serviços e integrações.

  • Aquisição de clientes mais barata: o mercado-alvo é muito bem definido, o que facilita campanhas, parcerias e distribuição.

Essa combinação atrai capital. Mas mais que isso: permite construir um negócio resiliente, que cresce mesmo em ciclos macroeconômicos desafiadores.

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