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#145: A fagulha que acendemos no Terracotta Sparks

Bastidores do Sparks, o poder do software de nicho e a diversificação imobiliária que funciona.

Bruno Loreto
Bruno Loreto

Aug 29, 2025

Recentemente, trouxemos um framework inédito para empreendedores imobiliários que vivem na pela os desafios da captação para seus projetos. Clique aqui e confira!

ABERTURA

Nesta edição, focamos em uma ideia central: o verdadeiro valor raramente está na superfície.

Ele se esconde em nichos inesperados, em conversas provocadoras e em teses de investimento que fogem do consenso.

Mostramos como essa busca pelo não-óbvio guiou o Terracotta Sparks, nosso encontro que reuniu outsiders para desafiar o pensamento do setor.

Analisamos por que um software de nicho acabou de levantar R$ 640 milhões com a General Atlantic.

E mergulhamos no case da Invisto, que transforma casas antigas na Flórida em ativos dolarizados de alta performance.

Boa leitura!

Na edição de hoje:

  • ✨ A faísca que acendemos no Terracotta Sparks

  • 💰 O poder do Vertical SaaS e a tese de R$ 640M da Starian

  • 🇺🇸 Case: diversificação internacional com a Invisto

#1

A faísca que acendemos no Terracotta Sparks

Nas últimas quatro semanas, acendemos pequenas faíscas por aqui.

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Falamos de inteligência artificial, do movimento influencer-led real estate, da ascensão do funding verde e do avanço do embedded finance no mercado imobiliário.

Nada disso foi por acaso.

Cada tema foi um passo rumo ao Terracotta Sparks — um encontro inédito que realizamos ontem, reunindo investidores e empreendedores convidados que estão escrevendo (ou reescrevendo) o futuro do setor.

Outsiders provocando Insiders

O Sparks foi mais do que um palco para apresentar nossos estudos recentes.

Foi, acima de tudo, uma experiência cuidadosamente desenhada para tensionar o pensamento dominante.

Mas também a oportunidade de trazer como convidados algumas pessoas que não estão presentes no dia a dia da indústria.

Convidamos vozes que normalmente não circulam nos eventos do imobiliário. Gente que pensa diferente — e justamente por isso, provoca novos caminhos.

Queríamos ir além de trazer mais do mesmo ou os mesmos nomes de sempre.

Os debates que aqueceram a sala

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Lívia Brando sócia da Vox Capital é referência no tema Investimento de Impacto. Mostrou que mudanças climáticas já não são rodapé: são o eixo central para preservar e gerar valor para o mundo e nos investimentos.

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Cézar Haik da Atrinca Real Estate. trouxe o poder da influência e da comunidade como motores de negócios, capazes de dar origem a projetos imobiliários nascidos de narrativas digitais e o que atraiu Caio Carneiro, Flavio Augusto e Joel Jota a entrar no mercado imobiliário.

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Marcelo Sato sócio da Astella, uma das principais investidoras de tecnologia no Brasil ampliou o olhar, e trouxe a visão de como investidores estão avaliando as melhores oportunidades em inteligência artificial no mundo.

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Guga Stocco, uma das mentes mais brilhantes e criativas do mundo de tecnologia no Brasil fechou com seu olhar sobre “fintechzação de tudo” e o que podemos esperar para o futuro das transações financeiras e tecnologia nosnegócios.

Como sempre, o fio condutor do encontro foi a velocidade com que tecnologia, capital e ativos imobiliários vêm se entrelaçando.

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#2

O Sparks é só a fagulha

O que vivemos no Sparks reforça nossa convicção de que inovação não acontece apenas nas trilhas já consolidadas.

Ela nasce quando abrimos espaço para ideias ousadas, provocamos líderes a pensar diferente e criamos conexões que podem virar movimentos.

O Sparks foi essa fagulha. E a energia que vimos no auditório mostra que estamos apenas no começo.

Uma imersão que começa um dia antes

Em geral, gostamos de no dia anterior a esses encontros, levar alguns de nossos Insiders para uma agenda em campo, visitando negócios que estão promovendo mudanças reais no mercado e promovendo conversas “de capô aberto”.

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A visita Ambar ajudou a conhecer algumas das novidades que estão desenvolvendo para amplificar a produtividade no canteiro e como sua abordagem cruzando tecnologia, produto e inteligência construtiva tem gerado resultado em canteiros do Brasil e no exterior.

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Na Dupllex tivemos a oportunidade de visualizar o potencial que um simples nicho de oportunidade tem espaço para movimentar bilhões. Focada em renovação de coberturas em São Paulo e com apenas três anos de estrada, a empresa já consegue superar o VGV de muitas incorporadoras que estão há mais de uma década operando.

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A tarde foi a oportunidade de mergulhar no tema requalificação de centros urbanos e ver como a Citas e a Somauma estão com diferentes abordagens sabendo combinar o uso de Retrofit com inteligência de produto para atender a uma demanda carente de moradia no centro da cidade.

Enquanto muitos têm medo de explorar o mercado do centro ou de colocar a mão em projetos de retrofit, as duas empresas mostram que é possível ter sucesso em gerar demanda, precificar corretamente e ter assertividade nos custos de obra para entregar resultados consistentes para o investidor.

Deixo um convite

Se você é um empresário ou executivo do imobiliário e quer estar a frente no seu mercado construindo negócios à prova de futuro, sugiro conhecer o Terracotta Insider, um grupo exclusivo para quem valoriza conhecimento, conexões e oportunidades. CTA Landing Page Insider

E se você está busca de atrair bons investidores para seus negócios imobiliários, nossa Masterclass na próxima semana pode ser um primeiro passo.

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#3

O que o pix de R$ 640M da Starian/Softplan nos ensina sobre o poder do vertical SaaS

O anúncio da captação de R$ 640 milhões pela Starian/Softplan com a General Atlantic não é apenas mais uma rodada relevante no mercado de tecnologia brasileiro.

É a prova de que o vertical SaaS — softwares especializados em setores específicos da economia — é hoje uma das teses mais sólidas e resilientes no radar de investidores globais.

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Enquanto os SaaS horizontais tentam ser solução para todos, os verticais ganham profundidade em nichos críticos como construção civil, advocacia e gestão pública.

Isso gera baixa taxa de churn, margens robustas e expansão previsível com novos módulos e integrações.

Não por acaso, fundos de growth como a General Atlantic olham para esse modelo como música: previsibilidade, retenção e escala.

O caso da Starian mostra o valor de dominar setores mal servidos, substituir sistemas legados e construir o chamado “layer cake” — uma plataforma que vai de ERP a fintech embutida, ampliando barreiras de saída e se tornando infraestrutura digital.

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Mais do que um software, é sobre capturar fluxos de dados e financeiros que transformam a plataforma no verdadeiro “core” de operação de um setor.

O paralelo internacional: empresas como o britânico The Access Group, que hoje fatura mais de £1 bi ao ano, mostraram que vertical SaaS pode se tornar império global quando aliado a disciplina de M&A, know-how setorial e sofisticação em IA e serviços financeiros.

A Starian segue essa trilha — e a rodada com a General Atlantic é o ponto de inflexão para acelerar.

O recado que fica para empreendedores é: não é sobre hype, é sobre profundidade. Conheça seu setor melhor do que o próprio cliente, torne-se insubstituível e construa o negócio antes do pitch.

O capital vem depois — e em escala.

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Quer destrinchar os números, entender os detalhes da estratégia e ver o que isso significa para o mercado? Leia a edição completa do Radar Pro dessa semana.

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#4

Case Invisto: diversificação imobiliária que faz sentido

Investir fora do Brasil já deixou de ser retórica.

A Invisto mostra como transformar a diversificação internacional em resultado concreto — por meio de casas unifamiliares na Flórida reimaginadas com dados e execução local precisa.

A operação parte de uma verdade simples: o mercado americano de casas unifamiliares é o maior do mundo — e está muito mais envelhecido do que parece.

A Invisto entra comprando imóveis em bairros consolidados, executando uma estratégia clara: demolir, reconstruir e vender com foco em padrões valorizados localmente.

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A oportunidade está justamente nessas regiões consolidadas: bairros procurados que já contam com estoque obsoleto e forte demanda.

O diferencial não é só o imóvel — é como a operação é conduzida.

A Invisto construiu uma plataforma proprietária de dados que cruza atributos como tamanho de lote, vizinhança, tipologia, acabamentos e até características da rua.

Essa base transforma percepção subjetiva em modelo preciso: em vez de analisar uma casa por vez, a empresa avalia milhares para escolher apenas cerca de 50 para executar — e reagir rápido às melhores oportunidades.

A operação vertical — que controla origem, projeto, obra e venda — reduz risco e encurta ciclos. Já mostrou força: o projeto Park Lake St. gerou retorno bruto de mais de 1,6x e TIR acima de 50%.

Claro que cada operação é única. A estratégia da Invisto mitiga riscos justamente porque expande o portfólio em diversas faixas, bairros e cidades — evitando a armadilha de depender de um único sucesso.

Para quem já se acomodou com CDI em reais, vale comparar: na última década, R$ 1 milhão investido em títulos (CDI) rende cerca de R$ 3,6 milhões (260%). A carteira da Invisto, em dólar, subiu para R$ 6 milhões — 501%, com proteção contra volatilidade cambial e ativa em moeda forte.

O que a Invisto prova é que diversificação internacional não precisa ser fria nem distante.

Dá para investir em real estate com clareza, estratégia e lógica operacional.

É exatamente essa combinação — geografia estável, produto real e execução orientada por dados — que entrega segurança e crescimento consistente.

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Quer ver os números completos, entender a estratégia de execução e como ela pode reposicionar o investidor brasileiro? Leia a edição completa do Investor Track desta semana.

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RETROSPECTIVA

Leia as últimas edições:

  • Corretores agora podem vender tokens de imóveis

  • Napkin Funding Imobiliário

  • A inevitabilidade do Senior Living

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